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1. Quase havia me esquecido do método revolucionário de quem precisa postar mas não tem assunto. Os adoráveis números!
2. Vamos justificar a ausência:


Já que isso daqui estava ficando deprimido demais, cheio de lagriminhas e nostalgias, vamos voltar a programação normal.
Com vocês, Sobre como eu me "divirto" com telefonistas que não querem trabalhar desinformados:
Tudo começou num final de semana aí, que eu e os meus pais decidimos comer comida italiana do restaurate X. O detalhe é que o X é um dos melhores aqui de Fortaleza, prestigiado e tal e coisa e coisa e tal. Então, lá vou eu, ligar:
Eu - Eu gostaria de fazer um pedido.
T, o telefonista - Ham, só um minuto (passa-se o minuto) Ah, pronto, oi.
Eu - Que tipo de acompanhamento vocês tem para espaguete?
T - Quê?
Eu - Que tipo de espaguete vocês tem.
(minutos de pesquisa, porque, veja bem, é claro que ele não sabe decorado os molhos que tem no restaurante)
T - Ah, tem o bolonhesa.
Eu - E o que mais?
T - Tem tomate no bolonhesa.
Eu - E..?
T - Só.
Eu, desistindo de comer espaguete - E o penne?
T - É um macarrão.
Eu - Não, sério?
T - Que?
Eu - Que molhos vocês tem que acompanham o penne?
T - Tomate.
Eu - Só?
T - Hmmm... ÉÉÉ, só esse.
Eu - Mas semana passada eu pedi um com quatro queijos daí.
T - Ah, é, tem o quatro queijos.
Eu - Meu senhor, só tem isso?
T - Espera, só um minuto. Bom, nós temos o ujfd7gjsjs, claro. (fala como se eu fosse uma entendida do assunto, logo é claro que eu sei o que é um ujfd7gjsjs)
Eu - E o que tem nele?
T - Penne.
Eu - Sim, mas os ingredientes?
T - É um macarrão.
Enfim. Entreguei o telefone para o meu pai que, educado do jeito que é, berrou na orelha do homem até conseguir pedir. Um macarrão, é claro. Com tomate.
- Meu vestibular é esse domingo e eu estou tendo aula até de madrugada, então perdoem a ausência (como se desse pra notar) e a possível não-retribuição de comentários. Semana que vem eu vou ter um recesso e, se eu passar já que eu vou passar, vou ter mais umas boas semanas de aula pela frente.
- Hm, fiz uma entrevista pro jornal O Povo, com direito a sessão de fotos e tudo *vai ser bem embaraçoso, já tô vendo*, então quando sair o jornal eu penso se mostro aqui.
- Tudo bem, isso não é importante e nem algo crucial a se dizer no blog, mas é que eu comprei um sapato TÃO bonito da TNG! Ele é alto, de veludo e... Tá, chega.
Bom, "por hoje é só, pessoal", eu vou cochilar/arrumar o que fazer. E de vocês eu só espero uma coisa...
"Meninas,
Sinto dizer que essa é uma carta de sinto-muito. Aliás, orgulho-me em dizer que errei; errei de verdade em tê-las deixado partir.
Aqui só ficaram as lembranças, os bilhetes passados nas aulas (todas elas. Como conseguíamos passar de ano...?), as receitas de bolo, os cds gravados e as nossas fotos. Mas não há nada de vocês. Não há mais a gente.
Onde fomos parar? Onde aquela promessa, de mãos dadas, assoprando velas depois de ter efetuado um jantar tão delicioso, está? Asseguro que aqui não. Ou o brinde feito em copos de plástico, naquele reveillon regado a chuva?
Talvez nas estrelas. Estrelas essas que eu olho todas as noites e apenas lembro, lembro de tudo. Será que tudo mudou e eu não percebi? As estrelas continuam as mesmas, todos os dias, e talvez nunca mudem. Tanto as daqui quanto as de onde quer que vocês estejam.
E eu sei que é difícil, eu sei que há as faculdades diferentes, o emprego da sua mãe que tinha que ser do outro lado do país, aqueles novos amigos, o casamento, os problemas, o namorado. Mas ainda há nós, mesmo que não possamos ver. E as estrelas, mesmo ofuscadas pelo sol.
Adormecendo no céu, de mãos dadas, eternamente.
Assim como vamos ficar, cravadas uma na lembrança da outra, adormecendo de mãos dadas, para todo o sempre."
Ela releu a carta e limpou as lágrimas, tornando a guardá-la naquela caixinha. Teve vontade de ligar, levantar-se daquela cadeira de balanço, correr (não no sentido denotativo, claro) e procurá-las. Perguntar como andam os filhos, os amores, como foi a carreira. Carreira aquela que já havia acabado, finalmente, e alcançado o sucesso que ela tanto desejara. O barulho do chuveiro cessara, o que a sobressaltou um pouco - tinha que esconder aquilo antes que ele visse e tornasse com aquelas perguntas que ela não queria responder.
- O que foi, meu bem? - ele perguntou, de uma forma esperada e de semblante preocupado, andando em passos arrastados na sua direção.
- Só algumas lembranças, meu gatinho, nada demais - ergueu-se com dificuldade, apoiando a mão nas costas. Deram um pequeno selinho, antes dela sumir em direção da cozinha, lembrando-se subitamente do creme de galinha no fogo e dos netos que logo chegariam - Nada demais... Mas, em algum momento, tudo para mim.
PS.:² Por incrível que pareça, eu sou finalista deste concurso. E o que fazer é muito simples: basta entrar no site e votar no PUDDING, todo dia que você entrar na internet! Quer saber? Deixa logo a página como inicial e sempre que entrar na internet vai lembrar de votar em mim! (é sério, gente. Eu realmente preciso ganhar esse negócio, e só vou ganhar com a ajuda de... Vocês! *-*) Então, por favor, vooooooooooooooooooooooooootem! De novo e de novo :B
"De repente do riso fez-se o pranto
"De repente da calma fez-se o vento
Silencioso e branco como a bruma
E das bocas unidas fez-se a espuma
E das mãos espalmadas fez-se o espanto"
- Olha... Uma felicidade - apontou para um único cílio, desprendido de suas palpebras, segurando-o no indicador.
- Pode ficar - ele respondeu, sorrindo - é meu presente para você.
Ela segurou-a com zelo, mesmo após fazer alguns segundos de charminho, guardando aquela pequena felicidade num lugar que julgou jamais perder. Afinal, já estava perdendo coisas demais indo embora. Olharam-se mais uma vez.
Então, ela se dispôs a pensar.
E se o avião caísse? Tudo bem, tudo bem, raros eram os casos que tal coisa acontecia - mas não conseguia parar de pensar naquilo. E se ele caísse? Se ela estivesse escrevendo-lhe uma carta (pois sabia, tinha certeza que, assim que estivesse naquela poltrona, as lágrimas e as palavras começariam a jorrar, incontroláveis, e nem todo o papel do mundo poderia apará-las), quando toda aquela calma de estar acima das nuvens fosse substituída por uma turbulência?
E se ela soubesse que ia morrer?
Ah, se pudesse. Se pudesse não ter entrado naquele avião, decerto pensaria. Como imaginar tamanha tragédia? Como poderia viver (bem, já não mais viveria, mas sentia que mesmo o plasma contorceria-se de dor ao pensar nisso) sabendo que o sempre-sempre-seu agora estava nos braços de outra amante? Coitado, teria que viver. Que culpa ele tinha daquilo tudo ter acontecido?
Poderia tê-la segurado, sim, poderia. Se realmente a amasse - e ele a amava, ela sabia, os dois sabiam, mas em momentos como aquele perde-se todas as certezas do mundo -, teria a segurado. Não a deixaria passar por aqueles portões, não a soltaria jamais do conforto e aconchego daquele abraço. Aquele abraço... Todo seu.
Mas ele não poderia tê-la segurado, uma oportunidade como aquela não poderia ser deixada de lado por caprichos de um amor-jovem. Que futuro teriam os dois? Acabariam terminando o namoro dentro de alguns meses mesmo, culpa de uma dose a mais de álcool que levara a um deslize. Isso era o que pensavam. Os dois sabiam, dentro de si mesmos, que isso jamais aconteceria.
Que a distância seria apenas passageira, afinal ele estava estudando para acompanhá-la, e juntos viveriam. E iriam acordar juntos, tomar café juntos, assistir a novela juntos e rir dos horários juntos. Para todo o sempre. E ela sabia, ele sabia, todos sabiam (mas é que numa situação como aquelas, veja bem, tende-se a esquecer certas coisas) que seria exatamente assim que as coisas iriam acontecer.
Sem aviões caindo, sem choros, muito menos velas.
- É o seu vôo, meu amor - ele disse, e logo em seguida apontou com a cabeça para o portão - Última chamada.
Abraçou-o com tanto desejo que sentiu os pés saindo do chão, como se estivessem a dançar nas nuvens. O último beijo foi com um gosto salgado das lágrimas, mas dado com o capricho de quem sabe que não vão existir outros tão cedo.
Ele colocou as duas mãos em seu rosto, amparando-o, e então falou. Aquelas três palavras que jamais fizeram tanto sentido.
- E você tem todo o meu amor - ela disse, tomando uma de suas mãos em um beijo, antes de sumir por detrás dos portões do aeroporto e das lágrimas que a acompanhavam.
Que dos olhos desfez a última chama
E da paixão fez-se o pressentimento
E do momento imóvel fez o drama.
De repente, não mais que de repente
Fez-se de triste o que se fez amante
E de sozinho o que se fez contente
Fez-se do amigo próximo o distante
Fez-se da vida uma aventura errante
De repente, não mais que de repente."
PS.: Por incrível que pareça, eu sou finalista deste concurso. E o que fazer é muito simples: basta entrar no site e votar no PUDDING, todo dia que você entrar na internet! Quer saber? Deixa logo a página como inicial e sempre que entrar na internet vai lembrar de votar em mim! (é sério, gente. Eu realmente preciso ganhar esse negócio, e só vou ganhar com a ajuda de... Vocês! *-*) Então, por favor, vooooooooooooooooooooooooootem!